Cresce o número de denúncias
contra pais que espancam ou
violentam os próprios filhos,
um mal que atinge 500 000
crianças por ano no país
Agredir uma criança é um ato tão abominável que não encontra tolerância nem mesmo no submundo do crime. Os presídios têm celas especiais para assassinos ou violentadores de menores. Se o agressor tiver um laço de sangue com a vítima, sua chance de sobrevivência na cadeia diminui inapelavelmente. Criminosos desse tipo costumam ser minoria, mas isso não significa que as crianças brasileiras estejam livres de atrocidades cometidas pelo pai, padrasto, tia ou avó.
Em todo o mundo, pelo menos 1% da população de crianças e adolescentes de cada país sofre algum tipo de violência doméstica. No Brasil, que tem quase 50 milhões de crianças até 14 anos, isso significa 500.000 casos ao ano. Ou quase um por minuto. O detalhamento desses números reunidos pelas organizações não-governamentais brasileiras (ONGs) de apoio a vítimas de maus-tratos é ainda mais dramático:
uma em cada três crianças espancadas tem 5 anos ou menos, muitas delas são recém-nascidas. Estima-se também que, em 70% dos casos, o agressor seja mãe ou pai biológico.
"O governo, por mais que se esforce, não tem como chegar às famílias, especialmente quando o assunto é a agressão dentro de casa". O unico trunfo é o trabalho voluntário, que estabelece uma relação de confiança com as vítimas."
Invasão de privacidade – O crescimento do número de denúncias contra agressores de crianças inaugura um novo ciclo no país. Até o início da década de 80, a família era intocável inclusive nos comportamentos domésticos mais negativos. Toda crítica sobre como uma pessoa educava os filhos ou tratava seu casamento era encarada como invasão de privacidade. A prática de infligir castigos corporais, também disseminada por outros países, era não apenas tolerada como até mesmo estimulada culturalmente no Brasil.
Com o avanço das liberdades individuais e a projeção dos movimentos feministas, isso começou a ser questionado. No Brasil, a implantação das delegacias de atendimento à mulher deu voz a uma geração de mulheres brutalizadas pelos maridos. Entre os especialistas da área infantil, há a convicção de que algo parecido esteja acontecendo agora em relação aos pais agressores. É claro que crianças, diferentemente de pessoas adultas, precisam de alguém que as ajude a tirar da sombra suas histórias de crueldade. A implantação dos conselhos tutelares pelo governo e a criação de programas de denúncia de abuso por todo o país mostram que essa trilha já foi aberta.
Mas ainda existe muito a ser feito. Convencer uma criança a contar sua história de sofrimento é um trabalho que exige delicadeza, paciência e determinação. Há quem passe toda uma vida escondendo da mãe, dos irmãos, do marido e dos filhos a violência que sofreu ainda na infância. A maioria rompe esse ciclo ao chegar à adolescência, quando o abuso já vem sendo praticado há vários anos.
Nem sempre a criança encontra apoio e proteção. É comum que seu primeiro depoimento seja encarado com desconfiança. "Minha mãe nunca acreditou que eu estivesse sendo assediada, apesar de as minhas irmãs também serem atacadas, muitas vezes com violência."
Nos hospitais públicos, todos os profissionais são obrigados, desde 1990, a registrar os casos em que há suspeita de espancamento. Não existe, em todo o país, uma cidade brasileira que cumpra integralmente essa lei. Os conselhos tutelares, por exemplo, funcionam precariamente até mesmo nas grandes capitais. "A cada mudança de governo, os conselheiros são trocados, e o trabalho recomeça praticamente do zero"
o Código Penal prevê punição somente para o "castigo imoderado", eufemismo que oculta situações em que o agressor perde o controle, causando danos irreparáveis à vítima, que não tem a mínima chance de defesa
O baixo número de pais levados à Justiça torna difícil outra tarefa dos especialistas em violência infantil: a análise do perfil do agressor. Afinal, o que leva alguém a esmurrar, violentar ou torturar psicologicamente o próprio filho? "Em geral, uma criança espancada transforma-se num adulto agressor", "Esse problema não é exclusividade de pobres, analfabetos, drogados ou doentes mentais, ainda que a maioria dos casos que chegam à Justiça seja de pessoas das classes menos favorecidas."
A ausência de qualquer distinção de classe social torna a agressão na infância um assunto mais perturbador ainda. Pior: quando o abuso sobe para a metade de cima da pirâmide social, entra em funcionamento uma rede de proteção que normalmente livra da Justiça o agressor e leva as vítimas a consultórios particulares.
Uma pesquisa do Laboratório de Estudo da Criança e do Adolescente da Universidade de São Paulo, feita em todo o Brasil, mostra que em dez anos o número de casos notificados de violência de pais contra filhos chega a 160 mil.
O que podemos fazer?ficar parados?se emocionar quando se trata de ver uma reportagem na TV, ou mesmo ver uma criança na rua com sinais de maus tratos,se escandalizar,mas logo em seguida seguir seu caminho e viver os próprios problemas...ser hipócritas!
Chega, é tempo de levar a salvação.Jesus foi claro quando afirmou que se o amávamos deveríamos apascentar suas ovelhas.
Apascentar é cuidar,tratar,amar,proteger.
È tempo de levantarmos do banco da igreja onde dizemos "amém", arregaçarmos as mangas e levarmos Cristo às familias,só assim,poderemos mudar as estatísticas,tirar marcas da alma de corpos tão pequenos e frágeis.
Uma familia salva,gera crianças transformadas e gera novas familias saradas.
E é exatamente isso que Deus quer de nós,Ele nos deu a salvação para que pudéssemos conhecê-la e levar ao próximo.Porque guardar algo tão precioso?Leve, Jesus a cada familia,e cada criança que neste exato momento chora no escuro, pedindo ajuda,se sentindo só e sem valor,será salva.
Leve Jesus!